Brincar é para todos em qualquer região

0 66

Todo dia é dia de brincar. Brincar é um direito de todas as crianças, porque é essencial na vida delas. Por meio das brincadeiras, os pequenos têm a oportunidade de aprender, experimentar o mundo e suas possibilidades, vivenciar as relações sociais, elaborar sua autonomia de ação, organizar emoções, compreender o mundo a sua volta, refletir sobre a realidade e a cultura na qual está inserida e encarar seus medos e angústias. Também podem testar habilidades físicas e motoras e desenvolver seu raciocínio, atenção, imaginação e criatividade.

  • Em grupo, os jogos e as atividades desempenham o papel de ensinar o compartilhar, cooperar, liderar, competir, seguir e adotar regras, assimilar o ganhar e o perder e ainda a manifestar sentimentos de alegria ou frustração.

Então, brincar faz parte do dia a dia de qualquer criança? Não, infelizmente, isso não é uma realidade no país. Mais especificamente, falando da região central de São Paulo, dá uma tristeza grande ao caminhar pelas ruas e ver a quantidade de crianças e jovens espalhados por elas, prova que seus direitos não são respeitados nem assegurados pelas políticas governamentais. Vivem perambulando, pedindo nos faróis, vendendo algo, roubando, se drogando, se prostituindo… vivem uma vida que não deveria ser a deles.

Com essa realidade, o brincar não é levado a sério. Parece não ser prioridade. E os meninos e meninas têm seu desenvolvimento social, emocional e cognitivo prejudicado e assim vão crescendo. A luta contra a violência, trabalho infantil e a falta de acolhimento – e aí inclui-se os refugiados – não tem perspectiva de acabar.

O brincar caminhou; está reconhecido na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (artigo 31) e no Estatuto da Criança e do Adolescente do Brasil (artigos 16 e 40). O nosso país é signatário da Convenção da ONU, o que significa que um representante legal assinou o documento internacional assumindo suas obrigações e responsabilidades para garantir esse direito aos pequenos. Em seu artigo 31, o documento ressalta o direito de toda a criança ao descanso, lazer, brincar, às atividades recreativas, livres e à plena participação na vida cultural e artística.

Só que o discurso continua longe da prática. Assim como todas as necessidades dos pequenos e dos jovens que vivem na gigantesca desigualdade social dos nossos dias.

Voltando à pureza e delícia do brincar, não são só os políticos e governantes de todas as esferas que devem estar envolvidos na questão. A família, pais, responsáveis, comunidade, educadores e professores também precisam estar atentos e buscar sempre diminuir nossas deficiências.

Ao navegar você concorda que use cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência em nosso site. AceitarLeia mais