DEMOLIÇÃO DO VELHO ATENDE – O FIM DE UM REINADO MALIGNO

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Não é novidade que a Praça da Alameda Cleveland é cenário de constante tráfico de drogas, contudo a dúvida que paira nas mentes é: Como entra tanta droga naquele lugar?

Apesar da presença da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar, não há intimidação por parte daqueles que vendem drogas naquela região que é símbolo da fragilidade do poder público, mas o que poucos percebem é que toda estrutura que cerca a “famosa cracolândia” possui objetividade em existência, ou seja, não há um buraco na parede que não tenha um propósito de favorecimento ao crime. É dessa forma que traficantes e usuários logram êxito em manterem-se no anonimato.

O “Atende”, que hoje está sendo demolido, faz fundos com a Alameda Dino Bueno e serviu durante algum tempo como trajeto de desvio das revistas policiais, considerando que era por lá que os meliantes passavam diversas trouxas e sacolas e corriam para o fluxo.

O propósito daquele estabelecimento poderia ou poderá ser alvo de investigação da Polícia Judiciária e do Ministério Público, a julgar pelo fato de que não há lógica de sua existência a menos de cinquenta metros das barracas de tráfico, tal suspeita foi consolidada após a polícia, em diversas operações, flagrar a presença de toda instrumentação usada nas barracas, fato que deixou claro que ali era uma espécie de almoxarifado do crime.

Aqueles que estão há mais tempo na região devem guardar recordação do dia em que os usuários atiraram contra os guardas civis que estavam na Alameda Cleveland, posteriormente os agressores correram para o Atende e abandonaram o corpo de uma mulher baleada no queixo e a munição alojada na cabeça, inclusive é um homicídio para ser questionado aos ativistas de direitos humanos e ONGs, haja vista a autoria não ter sido elucidada, mas existir fortes indícios de os autores terem sido os usuários ou os traficantes.

O video abaixo mostra o processo de demolição Atende 2 na Rua Helvetia. 

O “velho Atende” representou uma verdadeira fortaleza do crime, era para lá que os rebelados corriam, também era lá que ocultavam objetos proibidos e por motivos a serem esclarecidos, lá era o local que os ativistas humanitários defendiam com todas suas forças para que não ocorresse intervenção policial.

O estacionamento abandonado na esquina, o Atende (agora demolido) que fazia fundos com Alameda Dino Bueno e também com alguns dos hotéis, todos proporcionando facilitação do acesso aos pontos de tráfico, por que tanta preservação desses locais?

São muitas evidências, mas não devemos ignorar o fato de que a Lei de Entorpecentes reprova tais facilitações, portanto se o Atende foi um facilitador da prática de crimes relacionados ao tráfico, urge a necessidade de responsabilização penal por parte dos administradores, sem exceção, inclusive do Poder Executivo.

  • Quanto aos ativistas de direitos humanos e as Ong`s, temos o dever de fiscalizá-los no rigor da lei 11.343 (Lei de Entorpecentes), qualquer facilitação,  apoio a utilização ou venda de drogas deve ser alvo de denúncia em desfavor da  atividade criminosa que destrói vidas e fez do Bairro Campos Elíseos um campo de guerra.

Por óbvio que se um viciado ficar a poucos metros do ponto de tráfico, o ciclo da desgraça tem a forte tendência em aumentar, assim foi o Atende, assim é o tráfico! Estamos diante de teorias humanitárias que só dão certo se forem aplicadas no ponto de tráfico?

Por que toda ação em prol dos usuários deve ser executada na cracolândia?
Por que não retirá-los de perto dos traficantes?
A cracolândia é rentável para algumas pessoas e é por isso que defendem o perímetro como se fosse a pátria!

Que a demolição seja o começo do fim.

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