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MARGINAIS AMEAÇAM LOJISTAS E TENTAM DITAR REGRAS EM SP

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Palco de uma verdadeira queda de braço entre o Estado e o poder paralelo, a região central da cidade está em notória decadência administrativa, fato que está resultando no conformismo de uns e no desespero de outros, contudo é incontestável que o prejuízo está sendo da maioria.

Maioria representada por trabalhadores, comerciantes e moradores que arcam com as despesas geradas pelos roubos, furtos e danos, além de enfrentarem o desconforto psicológico proporcionado pelo medo e a incerteza que é fruto de uma democracia que está sendo violada por ditadores, pessoas impiedosas, oriundas do “mundo do crime”, local onde impera a desordem e a agressão e a morte são sentenças proclamadas por líderes que não têm nenhum respeito pela Constituição e nem tampouco reverenciam o verdadeiro valor da isonomia e da proteção da vida.

Um poder paralelo que de forma medíocre, porém expressiva, está atuante na região central de São Paulo.

Eliminou-se a concentração da Cracolândia na Praça Júlio Prestes e, consequentemente, ocorreu o fracionamento da mesma estrutura em vários pontos do centro da cidade e, por conseguinte, ampliou-se a área ocupada por toxicômanos e traficantes que gradativamente impõem seus sistemas, estabelecem a degradação através da imundície e das práticas delitivas.

Comerciantes sediados na Avenida Duque de Caxias informaram ao Ajuda SP Centro que passaram a receber ameaças de bandidos que se identificaram como integrantes de uma conhecida facção criminosa e o fato foi registrado no Boletim de Ocorrência Eletrônico de número EK3651-1/2022, no 3º Distrito Policial, referenciado com a natureza “Ameaça” (art. 147 do Código Penal).

Coincidentemente as ameaças iniciaram pouco tempo após os lojistas terem pleiteado junto a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana ações mais incisivas e também após o combate direto aos infratores da lei na região, duas situações que estão levando alguns comerciantes ao convencimento de que os marginais estão interados de tudo que ocorre na vida administrativa da cidade e dispostos a impor o silêncio e a repressão na região.

As vítimas, por questões estratégicas e também de segurança, não podem ser identificadas, mas o fato é que afirmam no boletim que há registro de filmagens que podem contribuir para a descoberta dos autores e, conforme a autoridade policial julgar conveniente, ser investigada a ligação entre os facínoras e a organização criminosa que atua na região.

O Ajuda SP Centro é solidário a todos que estão do lado da lei e da justiça, portanto o presente artigo constitui prova do quanto os comerciantes da região central da cidade São Paulo têm pedido socorro as autoridades, anunciado tragédias e sofrido danos financeiros em razão da fragmentação da Cracolândia.

Lamentavelmente os problemas progrediram e agora o que está em risco é a integridade física de trabalhadores que manifestaram descontentamento e pediram socorro!

É importante termos ciência de que todas as vidas estão em risco, não só as dos comerciantes, bastaria uma análise do histórico dos frequentadores da Cracolândia para termos um parâmetro do nível de “bondade” da maioria deles.

O Ajuda SP Centro não faz oposição a nenhuma operação policial realizada na região, pelo contrário, há interesse no reforço do policiamento, em contrapartida não corrobora com atividades midiáticas, considerando que o interesse não é satisfazer os olhos de quem está longe ou promover agentes públicos e agentes políticos, trata-se da tutela da objetividade jurídica da existência das polícias, ou seja, fazer valer a lei de forma isonômica.

As operações renomadas são importantes, mas não prospera a alegação de que resolvem completamente os problemas, também é inadmissível dizer que não há outras formas de atuação por parte da Polícia Judiciária, as ações têm sido insuficientes.

Cabe a Polícia Militar a função policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública, está na Constituição! A ausência de policiais militares em pontos críticos e a negativa por parte dos oficiais superiores em apresentar soluções não podem ser toleradas e já estão beirando a ilegalidade, uma negligência que deve ser direcionada sob o ponto de vista da responsabilidade objetiva do Estado de São Paulo em garantir a segurança.

No que tange a segurança urbana é salutar esclarecer que policiamento ostensivo e preventivo são conceitos distintos, portanto, diante de um cenário caótico e hostil, não é razoável trabalhar a prevenção e nem tampouco assumir a função da preservação da ordem pública porque é missão da PM.

Sem investigações os problemas só aumentam, sem policiamento ostensivo o preventivo passa a perder o sentido, as polícias Civil e Militar e a Guarda Civil Metropolitana precisam trabalhar em equipe, mas não podem permutar funções.

Ao Administrador Público só é dado fazer aquilo que a lei autorize, de forma prévia e expressa, não são admissíveis os “jeitinhos” e nem os “quebra-galhos”.

A improbidade administrativa é todo o ato realizado por agente público que fira os princípios fundamentais da Administração Pública, ou seja, a legalidade, a impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, portanto os atos de ofício (no caso, os atos das polícias), não podem ser ignorados ou deturpados com teorias e papéis que têm o único objetivo de justificar, mas que em nada representam a eficiência.

As ameaças iniciaram e o policiamento ainda está precário, o Ajuda SP Centro e, certamente, todos os lojistas estão contando com a Polícia Militar para encerrar o ciclo de dominação por bandidos nas áreas do 7º e 13º BPM-M, mais atenção e receptividade da Polícia Civil em relação as demandas apresentadas e também contando com a essência da Guarda Civil Metropolitana, ou seja, policiamento preventivo e comunitário.

O Ajuda SP Centro não é imparcial, está do lado das polícias, mas se for necessário cobrá-las diariamente para que atinjam a excelência, assim será feito!

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