Ajuda SP Centro
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O problema não é do bairro, é paulistano!

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No centro de São Paulo está imperando a falta de escrúpulos, a guerra está cada vez mais acirrada e com multiplicação da diversidade de oponentes, é notório o esfriamento do patriotismo e o desprezo pelas normas.

Os interesses são diversos, mas a lei ainda é norteadora das relações.

No interior de cada ser humano existe “um mundo ideal”, concepções, opiniões e pensamentos que formam  convencimentos que dão ensejo as motivações para execução daquilo que rotulam como melhor ou mais apropriado.

A vida em sociedade é inevitável, ninguém vive isolado, portanto é comum que haja o embate do ideias, o descontentamento com as decisões que afetam coletivos e até mesmo divergência a respeito da definição da palavra “justiça”.

Nas palavras de “Charles-Louis de Secondat, o “Barão de Montesquieu”, filósofo, escritor e político francês que viveu no século XVIII :

A injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos.

Sem dúvida o filósofo, com muita perspicácia, definiu muito bem a necessidade de ser equânime para poder vivenciar os benefícios da justiça, tendo em vista que a afirmação do Barão de Montesquieu a respeito da injustiça  convida a refletir sobre a necessidade de multiplicar a justiça para garanti-la.

Critica-se muito o ordenamento jurídico brasileiro, atualmente é comum flagrar pessoas criticando leis ou reclamando a respeito de violações de seus direitos, em contrapartida é muito raro presenciar a nobreza que há no ato de assumir um erro ou no altruísmo em reconhecer o direito alheio.

Os Juizados Especiais Cíveis paulistanos estão sobrecarregados de demandas que poderiam ser resolvidas extrajudicialmente, mas que, em razão da desonestidade,  só podem ser resolvidas com a intervenção coercitiva do Poder Judiciário.

No trânsito a situação é ainda pior, é o “raio x” da pobreza espiritual brasileira, tornou-se cenário de muitas brigas de rua e desacatos aos agentes fiscalizadores, os condutores querem estacionar seus carros onde consideram conveniente e sem observância das regras, sob a alegação de que é “rapidinho” geram transtornos e até acidentes, porém se nada ocorre e são autuados, prontamente, anunciam que o Estado é corrupto e injusto! O mesmo ocorre no semáforo, no radar de velocidade e nas marcas de canalização, muitos brasileiros não aceitam regras, mas gostam de ser favorecidos por elas.

Falar em perturbação do sossego é motivo de piada e é por isso que a algazarra e o desrespeito a paz alheia já estão quase sendo aceitas como um “costume de brasileiro”.
Viver em sociedade exige moralidade e respeito às regras, pois elas existem para favorecer a estabilidade nas relações, sendo assim é necessário ter consciência de que a nossa vontade nem sempre estará harmonizada aos preceitos da lei.

Vivemos em um Estado Democrático de Direito, as leis são criadas pelo povo e para o povo, a nossa democracia é representativa e os interesses da nação são executados através dos nossos representantes nos três poderes, daí a importância de estar presente e atuante no que se refere aos assuntos políticos.

Na Constituição Federal, o artigo 1º diz : A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos(…)

O artigo 3º apresenta, dentre os objetivos fundamentais, a construção de uma sociedade livre, justa e solidária e promover o bem de todos.

É para todos!

No artigo 144 está bem disciplinado que a segurança pública é dever do Estado, porém é responsabilidade de todos, deixando muito cristalino que no Brasil não pode haver negligência popular, a atuação dos cidadãos na segurança pública é tão importante quanto as atuações das instituições.

No artigo 5 está fundamentado que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza e no artigo 37 diz que a administração pública obedecerá os princípios de Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência.

Não haverá progresso sem ordem, a Constituição Federal não existe para beneficiar pessoas, a objetividade jurídica é promover o bem de todos, com o apoio de todos e dessa maneira fazer do Brasil um país próspero.

O espírito ordeiro é a essência da Constituição Federal, não há porque tolerar infrações de trânsito, deslealdades contratuais, perturbações do sossego público, corporativismos, jeitinhos e mimos para antecipar demandas, tráficos de influências, jogar os lixos nas ruas, sonegar notas fiscais, comprar produtos de origens duvidosas, aceitar ou oferecer dinheiro para deturpar sistemas. Ainda falta ordem para caminharmos rumo ao progresso.

Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência são princípios, por isso invioláveis. É inadmissível menos que isso do Poder Público.

O Ajuda SP Centro não corrobora com o tratamento desigual, o prejuízo alheio e nem tampouco hesita em apontar os erros!

A Cracolândia continua sendo uma desgraça instalada na região central de São Paulo e, após ter sido fracionada, o problema piorou e está afetando principalmente os comerciantes e transeuntes locais, portanto o dever do Estado com a segurança pública não está sendo cumprido.

A retirada dos adictos da Praça Júlio Prestes foi razoável para os moradores daquela região, o que não significa sucesso ou eficiência!

Segurança é direito e dever de todos, motivo pelo qual o Ajuda SP Centro continuará fiel ao que disciplina a nossa Constituição, ou seja, sendo cidadã e atuante em tudo que é para todos.

O problema não é regional, é paulistano!

Não aceitaremos menos que a eficiência e lutaremos pela legalidade.

“A injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos.” ( Barão de Montesquieu)

Continuamos sob ameaça!

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